Autoavaliação
A avaliação do programa segue uma série de indicadores avaliados periodicamente pelo colegiado do
MDCC. Os principais indicadores estão relacionados à formação discente e à produção intelectual. Em
relação à produção intelectual, utiliza-se os índices geral (i-geral) e restrito (i-restrito) conforme adotados
pelo Comitê de Assessoramento para Computação da CAPES (CA-C). A seguir, alguns desses
indicadores são apresentados.
Sucesso na formação do aluno
- Avaliação da qualidade das dissertações e teses
- Bancas com bolsistas PQ e DT externos: 45,2%
- Participantes de bancas com Doutorado há 10 anos ou mais: 69,8%
- Avaliação discente das disciplinas: 9,25 (2021.1); 9,04 (2021.2); 8,62 (2022.1); 8,97 (2022.2); 8,43
(2023.1); 8,97 (2023.2); 9,13 (2024.1); 9,04 (2024.2) - Avaliação da produção científica
- Discentes com publicações: 48,6
Sucesso do programa
- Avaliação da qualidade da produção científica no quadriênio
- Índice restrito médio: 9,77- Avaliação da evasão
- Mestrado: 50% (2021), 36% (2022), 16% (2023), 15,6% (2024)
- Doutorado: 22,2% (2021), 50% (2022); 8,3% (2023), 5,3% (2024)
- Avaliação da Internacionalização durante o quadriênio: [?]
- Discentes que realizaram estágio fora do Brasil: 06
- Docentes em estágio pós-doutoral no exterior: 03
- Pesquisadores estrangeiros visitantes: 03
- Participações estrangeiras em bancas: 35
- Publicações com estrangeiros: 15,85%
Em relação à produção científica do MDCC, comparando-se a média anual de 2021 a 2024, houve um
aumento na ordem de 5,5% das publicações com índice restrito e de 23,8% da produção bibliográfica
geral, em relação à média anual do quadriênio passado (2017-2020). Pode-se atribuir esse crescimento na
produção científica do MDCC ao aumento no número de docentes no programa e ao maior engajamento
docente e discente nas atividades de pesquisa.
A análise da formação discente pode ser feita pela observação do número de mestres e doutores
formados, que será apresentada a seguir, além do percentual de publicações do programa com
participação dos alunos.
Houve redução de 21,7% na quantidade média de alunos ingressantes, em relação ao quadriênio anterior.
Atribui-se essa constatação à pandemia de COVID-19 e ao aquecimento do mercado na área da
computação. Porém, a relação discente/docente aumentou um pouco, pois muitos alunos mantiveram-se
no curso devido à ampliação do prazo de conclusão, por conta do período pandêmico. Houve redução na
quantidade média de defesas de mestrado em relação ao quadriênio passado, fato consequente do
período pandêmico. No entanto, houve um pequeno aumento das defesas de doutorado. Mestrado: média
de 23,3/ano (2017-2020) e 20,8/ano (2021-2024). Doutorado: média de 9/ano (2017-2020) e 10,8/ano (2021-2024).
Observou-se uma maior redução da quantidade de defesas em 2020, mas a partir de 2021 há uma tendência de crescimento.
Verificou-se ainda que, entre 2021 e 2024, 59,3% das publicações do programa e 64,3% da produção
restrita possuem participação de discentes ativos, sendo mais um indicativo da boa formação dos alunos.
A Universidade Federal do Ceará (UFC) realizou, de 31/01 a 08/03/24, a Primeira Avaliação Institucional
da Pós-Graduação, uma iniciativa conjunta da Coordenadoria de Planejamento Estratégico e Avaliação
(CPAV) da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) e da Comissão Própria de Avaliação
Institucional (CPA) da Instituição.O objetivo foi reunir dados sobre a qualidade dos cursos de pós-graduação para
fins de avaliação e evolução. Os questionários de avaliação, construídos com a participação da CPAV, CPA e
coordenadores de PPGs da UFC, foram disponibilizados para docentes, estudantes, técnicos e egressos que
ingressaram na UFC nos programas de pós-graduação a partir de 2012. Foram usados os e-mails cadastrados no
Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA) da UFC, garantindo a acurácia na coleta
das informações dos usuários. A forma de coleta das respostas dos usuários garantiu o anonimato,
utilizando uma ferramenta de software de código aberto considerada segura e que permite o anonimato
sem comprometer a acurácia. Os instrumentos de avaliação foram construídos com a participação da CPA
e dos coordenadores de Programas de Pós-Graduação (PPGs) da UFC, avaliando várias dimensões
consideradas pela CAPES nas avaliações dos PPGs. A avaliação objetivou captar a qualidade da
formação discente, um dos papéis da pós-graduação no Brasil, e compreender melhor os potenciais, as
habilidades e competências desenvolvidas nos cursos de mestrado e doutorado na UFC. A autoavaliação
também contribuiu para identificar necessidades de infraestrutura, capacitação de professores, atualização
de currículos e adequação dos programas às demandas sociais e do mercado de trabalho. O público-alvo
da avaliação incluiu discentes, docentes, egressos e técnicos. Para os discentes, um total de 6.259 alunos
estavam habilitados a participar, dos quais 2.532 responderam ao questionário, representando 41,3%. No
caso dos docentes, entre 1.766 habilitados, 937 participaram do processo, resultando em uma taxa de
53%. Para os egressos, 13.301 estavam habilitados, e 2.964 deles responderam ao questionário,
totalizando 21,8%. Quanto aos técnicos, 376 estavam habilitados, com 127 respondentes, o que
representa 33,8%. As metas de participação estabelecidas eram audaciosas: 55% para discentes,
docentes e técnicos, e 50% para egressos. Embora essas metas não tenham sido alcançadas, os
percentuais de participação foram considerados muito bons, indicando um engajamento significativo da
comunidade acadêmica na avaliação. Os resultados quantitativos e qualitativos foram compilados e
enviados para as comissões de coordenação de cada programa de pós-graduação, bem como para
diretores de centros/faculdades da UFC.
O MDCC recebeu a compilação das avaliações de 35 discentes, 50 egressos e 15 docentes, que
participaram de maneira consistente no processo e tiveram a oportunidade de opinar sobre a formação
ofertada nos cursos, dimensões acerca de pesquisa, inovação e transferência de conhecimento, impacto
do aprendizado na sociedade e experiências de internacionalização, entre outros temas. Os resultados
foram usados no mais recente planejamento estratégico do programa, realizado em setembro de 2024.
